Resenha: “Peça-me o que quiser” — Megan Maxwell

Autora: Megan Maxwell
Páginas: 400
Editora: Suma de Letras

PARE! Antes de começar essa resenha, preciso informar que ela conterá conteúdo adulto e cenas de sexo, então, se você for menor de 18 anos ou uma pessoa muito pura, pare agora essa leitura!

Para quem gosta de literatura erótica, provavelmente já deve estar cansada do estilo CEO/GREY/DOMINADOR que a escritora americana E.L. James trouxe para o mercado editorial, mas garanto a vocês que Peça-me O Que Quiser traz um mundo bem diferente daqueles já abordado. É claro que existem algumas semelhanças; afinal, o que não falta nos livros eróticos são grandes e ricos CEOs cheios de fetiche. Na obra de Megan Maxwell, temos um CEO rico e com um fetiche diferente, mas se há semelhança dele com outros, ela para nesses dois aspectos.

Pois o fetiche do nosso querido Eric Zimmerman não é nada como os dos demais — já que ele não é sado ou dominador. O que o ‘Iceman’ gosta é de um bom swing (troca de casais) e é um amante do voyeurismo.

Em contrapartida, nos últimos tempos, todas as personagens femininas presentes nos livros eróticos nos fazem ter uma certa vergonha, já que a maioria das mulheres são virgens, bobas, chatas e sem nenhum conhecimento sobre o sexo masculino. Em Peça-me O Que Quiser, observamos de cara um dos grandes diferenciais da trama: além do fetiche ser diferente, o personagem feminino, Judith Flores, é um furacão. Judith é espanhola, tem sangue quente, não é virgem e muito menos boba. Arisca, não leva desaforo para casa e deixa o seu ‘Iceman’ mais nervoso que o normal. Ele alemão, ela espanhola; Ele é o chefe, ela é a secretária.

No primeiro livro, temos Eric e Judith se conhecendo e começando um romance tórrido. Os dois são bem diferentes, ele vê o sexo de um jeito e a Judith ver o sexo de outra forma, mas a relação dos dois é forte do começo ao fim. A química é palpável e o casal solta faíscas durante a narrativa. A relação chefe-secretária é abordado de uma forma bem peculiar, com alguns abusos de poder e respostas enviesadas, o que nos faz dar gargalhadas. Não há sexo no primeiro momento, mas a forma como ela divaga ao seu lado é incrível. Ele é bem duro, bem sério, e ela é a leveza que ele precisava. O relacionamento dos dois vai crescendo; no começo era algo apenas sexual, carnal. Mas, com o passar do livro, os sentimentos e a relação dos dois vai se firmando.

“Que parte de “Estou mal-humorada” você não entendeu?

Eric me solta. Dá um trago na taça e, após saboreá-la, sussurra:

-Ah! As espanholas e sua personalidade forte. Por que vocês são assim?

Vou … Vou dar um tapa nele.

Juro que, se ele vier com mais uma pérola, quebro a garrafa de rótulo rosa na cabeça dele, mesmo sendo meu chefe.”

Em diversas vezes você quer bater com a cabeça na parede ou esganar um ou outro pela cabeça dura, mas isso é o grande ponto do livro. Tudo é discutido, às vezes um pouco demais, mas esse é o tempero dos dois.

Eric gosta do sexo assistido, do sexo com mais pessoas e deixa claro que só quer isso. Ele introduz Judith nesse mundo de uma forma bem controversa, já que ele leva outra mulher para o quarto onde está com Judith sem contar a ela e isso me deixou um tanto revoltada, pois chega a dar impressão que a sra. Flores tenha sido violada, mas ela se excita com isso e as coisas passam a esquentar a partir daí.

O livro tem sexo, MUITO SEXO e com uma linguagem crua, sem pudores, com palavrões, com sexo a três, a quatro, a cinco e por aí vai. Vi diversas críticas sobre a linguagem de Peça-me o que quiser, porém, devo dizer que foi isso que me fez gostar ainda mais do livro, porque mostrou algo mais real e não fofinho como o senhor Grey. Swing é uma prática muito comum na Europa e nos Estados Unidos, e a autora traz isso da melhor forma possível, mostrando os grandes clubes e festas do tipo.

O que me cativou de verdade em Peça-me o que quiser, é que sua autora não quis mudar os personagens: ela apenas abriu um leque na vida dos dois. Não houve, durante a história, aquela abrupta mudança de personalidade, apenas um anseio por liberdade e desejo de aproveitar de forma consistente o prazer. Sexo é bom de todo jeito, e a Megan deixa claro que sexo a dois é ótimo, mas que a três, a quatro e quantos vocês quiserem pode ser ainda melhor.

Eu me chamo Leilane, mas só atendo por Nanne. Tenho 27 anos e vivo num mundo de faz conta. Sou bipolar pelo zodíaco, viciada em livros e reality show. Sou nordestina de coração, mas tenho o pezinho no Rio de Janeiro.

Comentários


1 Comentario
  1. Jaira Costa disse:

    Oi, meu bem

    menina adorei a resenha, dei risada com o aviso (pessoa pura) muito bom kkkkkk e adorei o fofinho Grey, hahaha pq gente comparado ao Eric o Grey é uma criança, ele no máximo amarra a Ana e olhe lá kkkkkkkkkkkkkk

    Iceman é amor total, e sua resenha foi verdadeira, e crua, nada de hipocrisia e gente que ler e fica falando que não, só pq é sexo, como se isso fosse coisa de outro planeta.

    resenha ótima Nan ;)

    bjiss

    @JairaLine

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